• Silvia Macedo

Jerusalém, uma viagem de história, sensações e reflexões !

Jerusalém é a capital de Israel e está localizada na Ásia. Resolvi incluir este artigo sobre Jersualém também na categoria Oriente Médio porque essa área embora não tenha uma definição precisa das fronteiras, geralmente inclui os seguintes países: Arábia Saudita; Bahrein; Catar; Chipre; a parte asiática do Egito; Emirados Árabes Unidos; Iêmen; Israel; Irão; Iraque; Jordânia; Kuwait; Líbano; Omã; Palestina; Síria e a parte asiática da Turquia.

Jerusalém, Capital de Israel

Destes, os únicos países que não são totalmente asiáticos são: o Egito (que tem seu território da península do Sinai na Ásia, mas é majoritariamente africano) e a Turquia (majoritariamente asiático, mas com a Trácia incluída na Europa).

Há muitas cidades para conhecer em Israel, algumas delas, ao menos de nome, conhecemos: Jerusalém, Tel Aviv, Safed, Acre, Haifa, Tiberíades, Cesareia Marítma, Hebrom, Nazaré, e na parte palestina do país, as cidades de Belém e Jericó. Já o turismo na Cisjordânia (Judeia e Samaria para os israelenses) tem sido administrado por Israel desde que a conquista do território em 1967. A região Rosh Hanika, na fronteira entre Israel e Líbano também é indicada por viajantes.

Israel é um país de dimensões muito pequenas, tem formato alongado e estreito, 470 km de cumprimento e 135 Km de largura. O país é tão pequeno que é possível atravessar todo o seu território em menos de vinte e quatro horas, razão pela qual é possível numa única viagem conhecer o país inteiro, incluindo o deserto da Judéia, os arredores do Mar Morto, o Rio Jordão, a cidade de Cafarnaum, o Mar da Galiléia e, como já citado, os territórios da parte palestina do país, como Belém e Jericó. Israel faz froteira com o Líbano, a Síria, a Jordânia, o Egito e o Mar Mediterrâneo.

Jerusalém, Capital de Israel

Mas, enfim, esse artigo é dedicado à cidade de Jerusalém que é uma das cidades mais antigas do mundo (cerca de sete mil anos), é a capital e maior cidade de Israel, considerada sagrada para três grandes religiões monoteistas: Judaismo, Cristianismo e Islamismo. O idioma oficial de Israel é o hebraico e o árabe, porém os moradores falam comumente o inglês; inclusive as placas de sinalização no país são escritas nos três idiomas. O mesmo acontece nos cardápios, nos panfletos informativos e nos lugares turísticos.

Jerusalém é constituída por duas partes, a chamada Cidade Velha que é a área murada onde a maioria do roteiro religioso se encontra, e a Cidade Moderna que é a porte fora das muralhas. A Cidade Velha tem quatro bairros: jaudaico, muçulmano, cristão e armênio, esse último por causa da quantidade de russos que foram para a cidade no pós-guerra.

Conforme leitura e pesquisa, entre os passeios a serem feitos em Jerusalém elenco alguns: a Basílica do Santo Sepulcro; a Via dolorosa; a Rocha do Calvário (Gólgota); o Monte das Oliveiras; o Jardim Getsêmani; o Muro das Lamentações; o Mar Morto; o Mar da Galiléia, o Rio Jordão, Cafarnaum.

A Via dolorosa e a Basílica do Santo Sepulcro é coonsiderado um dos passeios mais emocionantes em Jerusalém, consiste em refazer o caminho de Jesus do momento de sua condenação até o seu sepultamento, esse caminho é chamado de Via Dolorosa que percorre ruas estreitas da cidade murada de Jerusalém e termina dentro da Basílica do Santo Sepulcro. Ao entrar na Igreja do Santo Sepulcro o que se vê não é um altar, mas sim a pedra da unção, local onde o discípulo José de Arimatéia deitou e perfumou o corpo de Jesus Cristo com mirra e aloés para que fosse enterrado depois de ser retirado da cruz.

Basílica do Santo Sepulcro, Jerusalém

A Rocha do Calvário (Gólgota) é a colina na qual Jesus foi crucificado e que, na época de Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém.

O Muro das Lamentações fica no bairro Judeu de Jerusalém, é o local mais sagrado e venerado pelos judeus, conforme pesquisa esse muro é parte da muralha que servia de apoio a uma elevação (platô) construído pelo rei Herodes ao redor do Monte do Templo, também conhecido como Monte Moriá, onde Abraão levou seu filho, Isaque, para ser sacrificado e teve a provisão de Deus. Era nesse morro que ficava o imponente Templo de Jerusalém. No ano 70 d.C., o templo foi destruído pelos romanos, restando apenas o muro, que é a parte mais simbólica para o Judaísmo.

Muro das Lamentações, Jerusalém

O Monte das Oliveiras é sagrado para os cristãos, judeus e mulçumanos, ele fica atrás dos muros da antiga cidade de Jerusalém e tem uma vista linda da cidade murada. Para chegar ao monte há ladeiras íngrimes, no entanto, alguns optam por subir de transporte até o topo do monte. É uma das melhores vistas da cidade de Jerusalém.

O Jardim Getsêmani está incrustado aos pés do Monte das Oliveiras, esse jardim é o local que conforme a bíblia Jesus e seus discípulos oraram na noite anterior à sua crucificação.

Monte das Oliveiras, Jerusalém

O Mar Morto está localizado na fronteira com a Jordânia, no deserto da Judéia. Não há ondas, nem peixes e a água salgada é tão densa que nele, ninguém afunda. Ele tem um dos maiores índices de salinidade do mundo, a água é terapeutica (com potencial de cicatrização) e é possível fazer um banho de lama negra no local e para completar o cenário há cabras motanhesas passeando na região.

A Galiléia, fica na fronteira com o Líbano, é uma região de muitas árvores e campos floridos, o mar da Galiléia, que segundo informações, não é um mar, e sim um lago, cercado de eucaliptos perfumados e a cor da água no tom azul turquesa, o que torna o lugar muito bonito. É possível fazer passeio de barco pelo Mar da Galiléia.

Na beira do Mar da Galiléia há o Monte das Beatitudes ou Monte das Bem Aventuranças onde Jesus pregou o Sermão da Montanha.

Ao passear pelo Rio Jordão é possível ver a cerimônia do batismo nas águas. Esse local faz parte do território palestino e chama-se Qars-Al-Yahud.

A cidade de Cafarnaum é hoje um sítio arqueológico e é possível visitar suas ruínas.

Importante destacar que Jerusalém não se resume apenas a Cidade Velha, no seu lado moderno há o Museu de Israel, Museu do Holocausto, e outros museus altamente tecnológicos. Na Rua Jaffa que cruza vários pontos turísticos da capital, há várias lojas, sorveterias, padarias e pessoas transitando. Há também uma curiosidade que merece destaque: o hospital Hadassah mantém uma coleção de vitrais do artista russo Marc Chagall (1887-1985), acredito que vale a pena conferir.

Jerusalém, Cidade Moderna

Há também o Teatro de Jerusalém, na rua Chopin, que agrupa num só lugar salas de cinema (filmes menos comuns), sala de conferências, restaurante e uma pequena livraria. E, por falar em livraria, a The Book Gallery, segundo pesquisa, é uma das mais famosas de Jerusalém, está localizada numa rua próxima à famosa King George Street (rua onde estão localizados os principais hotéis, não só de Jerusalém, mas do país).

Teatro de Jerusalém, Jerusalém

Quanto às compras, além de existir bons shoppings em Israel, uma das compras clássicas para quem visita o país é o óleo de argan, da famosa marca Moroccanoil que é israelense e os preços são bem mais acessíveis do que comprar esse produto no Brasil, outra compra clássica são os produtos feitos a base de água do Mar Morto especialmente pelo poder hidratante e cicatrizante.

Há uma informação bastante interessante, se você tem alguma intenção de visitar o Líbano, Síria, Arábia Saudita, Iraque ou Iêmen, não o poderá fazer, se tiver o carimbo de Israel no passaporte, pois eles consideram o país como inimigo. Mas há informações que se você pedir eles não carimbam o passaporte e lhe dão um papel azul para você guardar consigo até o fim da viagem, mas dizem que não é todo funcionário que se dispõe a concordar com seu pedido.

Enfim, a viagem por Jerusalém é intensa, e merece ser conjugada com as demais cidades do país. Para os cristãos que lêem a Bíblia Sagrada, ao visitar Jerusalém estará frente a frente com locais que estão presentes nas escrituras. Acredito que deve ser uma sensação única e singular. Está na minha lista.

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