• Silvia Macedo

Wellington, uma viagem além dos terremotos …

Wellington é a capital da Nova Zelândia, em plena Oceania. A cidade tem uma bela paisagem natural, o mar e as montanhas. Há pouca área plana por isso a maioria da população da cidade vive nas colinas ao redor, o que privilegia obter vistas maravilhosas. Mas segundo pesquisa, as casas estão localizadas em áreas de risco devido aos abalos sísmicos, pois a região é sujeita a terremotos. Por outro lado, devido aos fortes ventos que sopram em Wellington, a cidade é conhecida pelos neozolandeses como Windy Azure (a Wellington ventosa).

Wellington, capital da Nova Zelândia

A cidade foi fundada no final da década de 1830, recebeu esse nome em homenagem a Arthur Wellesley, primeiro duque de Wellington e vitorioso na Batalha de Waterloo. Devido aos terremotos frequentes a cidade de Wellington foi quase totalmente destruída nos anos de 1848 e 1855 . Em 1865 tornou-se a capital da Nova Zelândia, substituindo Auckland, a maior cidade neozolandesa.

Ufa, será que vale a pena conhecer a cidade dos terremotos? Eu, sinceramente ainda não coloquei Wellington na minha lista das cidades imperdíveis à conhecer, mas resolvi fazer essa pesquisa para ser o primeiro artigo da Oceania aqui no blog, poderia ser a cidade de Sidney, na Austrália, mas apenas por opção, mas não por preferência de viagem, antecipei a pesquisa de Wellington.

Wellington, capital da Nova Zelândia

No entanto, na pesquisa descobri coisas muito interessantes que compartilho aqui com você, e se você tem a intenção de conhecer Wellington, segue uma visão geral da cidade e da região.

Wellington é compacta com uma maravilhosa e extensa beira-mar. A beira-mar é considerada o must de Wellington. A cidade é conhecida pelo cinema, cerveja artesanal, cocktails deliciosos, moda e compras, além de uma ótima vida noturna. Ah! É também conhecida pela cultura do café.

Wellington, Beira-Mar

Quanto ao cinema, Wellington é o coração e a alma cinematógrafica de Nova Zelândia, é o lar de Peter Jackson, diretor dos filmes da série “Senhor dos Anéis”. Jackson também tem todos os seus estúdios na cidade. Nesse contexto, há um passeio singular no bairro de Miramar que é uma visita à Caverna Weta, região conhecida como “Wellywood”.

A Caverna de Weta é a loja e o local de demonstração da atividade desenvolvida pela Weta Workshop, que é a oficina dos efeitos especiais, dos figurinos que dão vida aos personagens de filmes reconhecidos como a triologia do Senhor dos Anéias, Hobbit, Avatar, Spiderman, as Crônicas de Nárnia e uma série de outros filmes. É fácil reconhecer o lugar porque ao lado da entrada há figuras dos trolls (os grandes humanóides, de grande força e intelecto pequeno), da série dos filmes “O Hobbit”, em tamanho real.

Wellington, Caverna Weta, figuras dos trolls

Há uma visita guiada dentro das oficinas onde trabalham produzindo adereços e equipamentos para o cinema. É uma pesseio de quarenta e cinco minutos, o ingresso pode ser comprado antecipademente pelo site ou no local, mas se deixar para comprar na hora, corre o risco de aguardar várias horas para obtê-lo.

Ainda no contexto cinema, anualmente, entre os meses de julho e agosto, há o Festival Internacional de Filme da Nova ZeLândia. É um evento nacional que destaca a projeção de 150 a 170 longa metragens, no período de 17 dias. Esse evento atrai milhares de cinéfilos, que vão até Nova Zelândia para assistir às projeções de filmes neozelandeses e internacionais. O festival acontece em diferentes cidades, principalmente na cidade de Auckland, mas Wellington também é palco desse festival.

No entanto, dizem que a cena cultural de Wellington é vibrante, marcada por peças, galerias de arte, museus.

O Museu Te Papa situado na capital é o museu nacional da Nova Zelândia e símbolo museológico do país, nele é possível aprender tudo sobre a história e a geografia do país, sobre as pessoas nativas, história natural, também há biblioteca e ótimas exibições multimídias.

Museu Te Papa, Wellington

Outra famosa atração na cidade é o Bonde de Wellington (Wellington Cable Car). Há mais de cem anos ele transporta passageiros do cais de Lambton até o Jardim Botânico, o percurso tem aproximadamente 600 metros de extensão e a viagem de uma ponta a outra dura certa de oito minutos.

Bonde de Wellington (Wellington Cable Car)

A gastronomia de Wellington também de fama. A cidade é considerada a capital gastronômica do país. Há um Mercado Noturno de comida, onde há dezenas de barracas de rua onde você pode encontrar iguarias de quase todos os cantos do mundo, indiana, japonesa, chinesa. mexicana, tailnadesa, até mesmo a paella espanhola.

Bom, mas para falar desse mercado noturno é preciso primeiro falar da Cuba Street Mall. Esta é uma das áreas mais charmosas de Wellington, com elegantes edifícios históricos, ótimas lojas, uma mistura eclética de residentes e turistas, além da cultura do café. Nesse local nas noites de sexta-feira acontece o Mercado Noturno, onde você encontrará além de artesanato, artigos de moda, eletrônicos e também as barracas das iguarias citadas acima. Na cena, ainda inclui-se apresentações de música ao vivo e espetáculos culturais.

Outro destaque é o Harbourside Market (ao ar livre), todos os domingos. É o mercado mais antigo e popular de Wellington, existe desde 1920. Também há outros mercados em ambientes fechados que merecem um passeio, pois tanto em um, como em outro, você pode observar o comportamento dos locais e aproveitar para comprar alimentos frescos e alimentos quentes. Acho esse tipo de passeio uma ótima maneira de se familiarizar com a cena alimentar do lugar. Interessante.

Fazenda a pesquisa para esse post, ainda descobri a Leeds Street Bakery, uma padaria boutique, que vende uma variedade de bolos, biscoitos e pão orgânico. Famosa pelos seus biscoitos de caramelo e por outras delícias, como a baguette com salmão e azeitonas marinadas.

Leeds Street Bakery, Wellington

Para fazer compras, li acerca da Lambton Quay, conhecida como a área comercial mais popular de Wellington, com uma variedade de lojas e boutiques e preços variados.

Percebe-se que a cidade, no contexto histórico, é relativamente nova, conforme escrito no início do artigo, ela foi fundada na década de 1830, mas ainda fiquei curiosa acerca da sua arquitetura.

Você gosta de arquitetura? E design de interior? Eu gosto muito, estou sempre atenta, a observar os edifícios ao meu redor e também a decoração das casas, dos cafés, restaurantes, tanto no dia a dia, como nas viagens. Então, busquei saber um pouco sobre a arquitetura de Wellington e descobri o seguinte: há diversos estilos arquitetônicos, desde casas de madeira do século XIX, como a casa em que nasceu Katherine Mansfield em Thorndon (subúrbio histórico de Wellington) até edifícios art déco, como os edifícios modernistas no centro financeiro, a Galeria da Cidade e a antiga sede da Wellington Free Ambulance.

Casas de madeira, séc. XIX, onde nasceu Katherine Mansfield

O edifício mais antigo da cidade é o Museu da Colonial Cottage, no bairro de Monte Cook, o edifício mais alto é o Majestic Centre, na Willins Stree, com 116 metros de altura. O primeiro edifício bicultural e considerado um dos mais importantes edifícios neozolandeses do século vinte é a Capela de Futuna, desenhado pelo arquiteto John Scott.

Capela Fotuna, Wellington

Um dado interessante é que a Nova Zelândia, sobretudo a cidade de Wellington é conhecida como um destino popular para mochileiros e viajantes com orçamento limitado, pois o país é considerado acessível e a capital de aventura do mundo.

E a beleza natural? Além da praia e da procurada orla marítima é sabido que a praticamente todos os viajantes que chagam a Wellinton escalam ou se dirigem até o topo do Monte Victória para obter vistas incríveis da cidade. De pé no topo da colina a sensação é única, além da vista, há bosques e florestas apropriadas para caminhadas, corridas ou até mesmo bicicleta.

Monte Victória, Wellington

Enfim, concluo aqui uma visão geral de Wellington, apesar dos terremotos é uma cidade amada por muitos, li muitos textos de pessoas apaixonadas pela cidade. Se Wellington faz parte do seu próximo destino ou está na lista das cidades impedíveis a serem visitadas, espero ter colaborado, e que esse post seja um ponto de partida para pesquisas mais completas e ajustadas às suas preferências.

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