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Por Silvia Macedo
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Viagem pela Itália e os famosos “Vin Santo” da Toscana …

26/07/2018

O Vin Santo é um vinho doce licoroso de sobremesa, especialmente, famoso na Toscana. Elaborado com uvas desidratadas, em especial com a uva Malvasia, mas pode ser encontrado com outras uvas também, porém sempre secas. O estilo e as cores variam de acordo com a desidratação, as uvas e as barricas utilizadas. O Vin Santo está entre os melhores vinhos doces do mundo.

 

Na enologia toscana o Vin Santo ocupa um espaço importante e de grande prestígio desde a Idade Média, considerando que é feito seguindo técnicas empíricas, passadas oralmente de pai para filho, como uma preciosa lembrança. A família Banci, da Toscana, por exemplo, produz desde 1890, usando um método tradicional antigo. Onde encorporam tradição e experiência.

 

 

Vin Santo, Família Banci, de Pistoia, Toscana -  Foto: Polla Del Duca

 

 

No entanto, a origem do Vin Santo tem teorias e interpretações variadas. Mas, considerando que a uva mestre na elaboração do Vinho Santo é a Malvasia, e ela tem sua origem na Grécia, começo por contar a primeira teoria que diz que a produção desse vinho é originário da Grécia.

 

Diz-se que o Vin Santo, era um vinho doce elaborado com uvas desidratadas ao vento, originariamente em Santorini. No entanto, depois das Cruzadas (1095-1291), os vinhos gregos foram alocados em todas as partes da Europa vinheteira.

 

Com o domínio do Império Otomano (1299-1922), os turcos no poder incentivaram a produção do vinho elaborado em Santorini e passaram a comercializar com  a Rússia, onde se tornou um dos principais vinhos na celebração da Missa da Igreja Ortodoxa Russa. Por isso, também chamado de Vinho Santo.

 

Interessante destacar que as chamadas Igrejas Ortodoxas, são igrejas independentes e não estão sob o comando do Vaticano, mas são ligadas na doutrina, na comunhão eclesiástica e no ritual católico. A celebração da missa e sacramentos é idêntica, varia apenas os cantos, a arquitetura dos templos, a arte iconográfica e a forma da cruz.

 

Quanto a tese da origem da produção do Vinho Santo ser na Itália, não se há uma data bem definida do seu surgimento. Mas a sua denominação de “santo” também leva em consideração histórias de cunho religioso, havendo dois discursos.

 

Um em razão da sua utilização nas missas, no sacramento da eucaristia. E outro, considera-se que no século XIV, um frade franciscano de Siena, usava o vinho que sobrava das missas para tratar os doentes e alcançava curas milagrosas, essa história logo se espalhou e o vinho ganhou o apelido de “santo”.

 

Atualmente é na região da Toscana que o Vin Santo é mais produzido. Os mais variados estilos de Vin Santo estão espalhados pela Toscana em diferentes DOCs - Denominações de Origem Controlada.

 

Na Itália as DOCs são consideradas denominação geográfica, estão relacionad

as ao território e suas uvas típicas, mas isso não garante a qualidade do vinho. No entanto, há um rígido controle, uma vez que a legislação prevê a obediência à certas características como: área de produção, uvas permitidas, tipo de solo, rendimento das videiras, tecnologias, métodos e tempo de envelhecimento. Depois, os vinhos ainda são submetidos a uma análise químico-fisica e a um exame organoléptico (cor, brilho, aroma, textura, sabor) antes da comercialização.

 

 

                                Vin Santo, Toscana Itália

 

O Vin Santo pode ser feito de uvas brancas (Malvasia e Trebbiano, majoritariamente), mas também pode ser produzido com uvas tintas (geralmente Sangiovese, o que lhe dá um tom rosé) e é chamado de Occhio di Pernice.

 

Apesar das regras de cada denominação de origem permitirem variações nas cepas usadas e no tempo de amadurecimento em barricas, o Vinho Santo italiano sempre é feito de uvas que passam por processo de apassimento. O apassimento é uma ténica milenar em que as uvas depois de colhidas são colocadas em badeijas para secar por um período que pode variar de 90 a 120 dias.

 

Outro destaque é que apesar do Vin Santo ser tradicionalmente um vinho doce, ele também pode ser seco, num estilo parecido com o Jerez Fino. Alguns também podem ser fortificados, ou seja, acrescidos de aguardente vínica durante o processo de fermentação, como os Vinhos do Porto, e costumam ser rotulados como Vin Santo Licoroso.

 

Ademais, além do Vin Santo ser considerado pelos italianos um vinho de meditação, também é uma das maiores tradições gastronômicas da Toscana. Uma taça de Vin Santo acompanhada de um pedaço de cantucci, biscoito de amêndoas típico da região. O duro biscoito é embebido no líquido para amolecer e acentuar seu sabor. Não há refeição na Toscana que não termine dessa forma. 

 

 

 Vin Santo, Toscana, Itália

 

 

Imperdível, não é?  Também escrevi sobre os famosos biscoitos da Tascana, os cantucci. Clique aqui em biscoitos cantucci.

 

Bibliografia:

 

Revista Adega

Wikipédia

Site: Além do Vinho

Site: Vinitude, Clube dos Vinhos

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