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Por Silvia Macedo
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Viajar Florença, Galleria degli Uffizi e seu Acervo

03/06/2018

Florença é considerada o berço do Renascimento e a Galeria Uffizi é o templo da arte renascentista. Simples, assim. rs

 

No ano de 1560, o edifício da imponente Galleria Uffizi foi construído às margens do Rio Arno, conforme projeto  do renonamado arquiteto italiano Georgio Vasari (1511-1574),  por ordem do duque de Florença, Cosme I (1511-1574) membro da família Médici. O edifício foi concluído pelo arquiteto Bernardo Buontalenti (1531-1608), em 1580. No entanto, somente 1769 o edifício foi oficialmente inaugurado como museu e aberto ao público em geral

 

 

A Galleria degli Uffizi abriga a maior e mais importante coleção de arte renascentista do mundo. É o principal museu de Florença e um dos maiores e mais importantes museus de arte do mundo. Conforme pesquisa o edifício tem aproximadamente 17.000 metros quadrados e seu acervo é riquissimo com obras que remontam do século XII até XVIII.

 

 

Galeria Uffizi, Florença. Foto: Acervo site Galeria Uffizi

 

 

O museu abriga obras dos ícones do Renascimento, do Barroco, do Maneirimo tais como: Cenni di Petro Cimabyé, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Andrea Mantegna, Ticiano, Giotto, Parmigianino, Peter Paul Rubens, Rembrandt, Giovanni Battista Pittoni, Canaletto e Sandro Botticelli.

 

O museu também abriga esculturas dos períodos romano e helenístico. No entanto, é uma bela oportunidade de passear por alguns dos principais períodos da História da Arte.

 

 

A Galeria Uffizi possui três pisos, considerando o térreo, o primeiro e o segundo andar. Ela é composta por cerca de cinquenta salas nomeadas e classificadas por estilos e em ordem cronológica para mostrar o desenvolvimento da Arte Florentina desde a era do Gótico, passando pelo Renascimento e seguindo escolas posteriores.

 

 

Há salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento como Leonardo da Vinci,  Rafael e Michelangelo, uma grande coleção de quadros de Sandro Botticelli, salas de arte clássica da Roma antiga, além obras-primas européias, vindas da Holanda, Espanha e Alemanha.

 

 

Por exemplo, na sala dedicada a Michelangelo e os Pintores Florentinos são apresentadas as obras pertencentes ao final do século XV e início do século XVI. Suas paredes em tom vermelho intenso acolhe e chama a atensão. É considerada uma das mais atraentes da Galeria Uffizi. Há uma única pintura de Michelangelo. É a obra “Sagrada Família"(Tondo Doni)”. É uma pintura redonda, pois tondo em italiano significa redondo (na foto abaixo ela está na parede, no centro). Michelangelo pintou para Agnolo Doni, um rico comerciante florentino. Ao apreciar essa obra é possível notar que Michelangelo, o grande escultor do Renascimento, também nos mostra uma incrível habilidade em pintar.

 

 

No entanto, a sala compõe outros pintores florentinos como Andra del Sarto, Fra Bartolommeo, Mariotto Albertinelli.

 

 

Sala Michelangelo, Galeria Uffizi. Foto: Acervo site Galeria Uffizi

 

 

 

A Sala da Tribuna é a mais antiga do museu. É um salão octogonal, localizado no corredor leste da Galleria Uffizi. Foi encomendada por Francesco I, filho de Cosme I, de Médici e completada em 1584 pelo arquiteto Bernardo Buontalenti. A principal função da sala era exibir os pertences mais preciosos de Francesco I, desde pinturas, jóias, moedas. De modo que, essa sala já era um museu, muito antes do edifício Uffizi ser oficialmente a galeria.

 

Além das pinturas, móveis e estátuas que compõem a Sala da Tribuna, a sala em si pode ser considerada uma obra de arte em razão de sua incrível cúpula incrustada com milhares de conchas preciosas, as paredes de veludo vermelho e o chão de mármore.

 

Também importante observar que alguns elementos da decoração artística da sala é uma homenagem aos quatro elementos do planeta Terra. A lanterna (uma homenagem à lanterna colocada na cúpula de Brunelleschi - nave central da duomo de Florença), simboliza o ar. As conchas que cobrem a cúpula da sala, simbolizam a água. As paredes vermelhas, o fogo. E as pedras no chão, o firmamento. É uma bela representatividade da curiosidade científica do período renascentista.

 

 

Sala da Tribuna, Galeria Uffizi. Foto: Acervo site Galeria Uffizi

 

 

Enfim, cada espaço do museu é ricamente decorado por suas obras-primas, seus corredores com belos afrescos e estátuas. De um dos corredores é possível avistar o Rio Arno e a Ponte Vecchio.

 

A Sala Niobe é o salão neoclássico da Galeria Uffizi. Niobe é o nome de uma personagem da mitologia grega. Para compreender a exposição dessa sala é importante conhecer o mito grego da personagem Niobe. Transcrevo abaixo, o texto publicado no site da Galeria Uffizi. 

 

Segundo a mitologia grega, Niobe, filha de Tântalo e esposa de Anfion, rei de Tebas, teve quatorze filhos, sete mulheres e sete homens. A mulher estava tão orgulhosa de sua descendência que ousou rir da deusa Latona, que tinha apenas dois filhos, os deuses Apolo e Ártemis .

 

Para punir seu orgulho, Latona enviou seus dois filhos, encarregados de matar os de Niobe com arcos e flechas, Artemis apontou para as fêmeas e Apolo para os machos. De acordo com algumas versões, eles mataram todos eles, de acordo com os outros, um menino e uma menina conseguiram se salvar. O poeta latino Ovídio diz que através do terror, Niobe se transformou em um bloco de mármore, e suas lágrimas de dor deram origem a uma fonte, no monte Sipilo, na Lídia.


As doze estátuas retratam dramaticamente e teatralmente os personagens que fogem ou são mortos a tiros. O ponto central do grupo é Niobe, que tenta proteger sua filha mais nova e direciona seu olhar apavorado para o céu. 

 

A evidente intenção educativa do mito - a advertência contra os danos do orgulho - tornou-se o tema de muitas representações artísticas. O Uffizi é anfitrião de um grupo de doze esculturas antigas, cópias romanas de um original grego, de que nem data nem localização é conhecida.


Em 2013, o salão passou por uma importante restauração, que consolidou os arcos do teto. Hoje os visitantes admiram os estuques dourados, os mármores claros do piso que são realçados pela luz natural forte que vem das grandes janelas que dão para a Via Lambertesca.

 

 

Sala Niobe, Galeria Uffizi. Foto: Mario Quatrone

 

 

A sugestão é que os visitantes comecem a visitar o museu pelo 2º andar para conseguir explorar a coleção por ordem cronológica. Nas salas 7 a 18 estão expostos famosos quadros renascentistas. No 1º andar também há obras-primas do Renascimento e coleções de outros artistas europeus que estão expostos nas salas 44 a 55.

 

Há um terraço no museu com vista para a Duomo, também tem um café, um lugar ideal para descansar um pouco, refletir e seguir a apreciação das obras. Para quem é apaixonado por arte e pretende aproveitar a oportunidade para apreciar o principal acervo renascentista do mundo deverá reservar meio período da manhã ou da tarde, preferencialmente da manhã, para o passeio.

 

 

O Acervo

 

A “Alegoria da Primavera”, 1482, de Sandro Botticelli, um dos quadros mais famosos do mundo, compõe o acervo da Galleria Degli Uffizi.

 

Outra obra importante de Boticcelli, o “Nascimento de Vênus”, 1483, também está na galeria. Ambos os quadros são o primeiro exemplo na Itália de um tema, não religioso, em quadros de  grandes dimensões. A obra “Primavera”, por exemplo, mede quase de dois metros de altura e quase três metros de largura.

 

 

"O Nascimento de Vênus", 1463, Sandro Botticelli. Foto: Mercado Livre

 

 

Segue uma relação de outras importantes e belas obras, apenas para destacar algumas:

 

“Anunciação”, 1472-1475, de Leonardo da Vinci

“Duque e a Duquesa de Urbino”, 1472, de Piero della Francesca

"Adoração dos Magos", 1481, de Leonardo da Vinci (obra inacabada) 

“Adoração dos Magos”, 1487, Domenico Ghirlandaio

“Madonna com menino e dois anjos”, cerca de 1465, Filippo Lippi

“Sagrada Família (Tondo Doni)”, 1504-1506, Michelangelo

"A Madonna do Pintassilgo", 1506, de Rafael

"Vênus de Urbino", 1538, de Ticiano

"Baco", 1565, de Caravaggio

“Medusa”, 1597, de Caravaggio

“Casal de anciãos na Távola”, 1655, Frans van Mieris, O velho

 

 

“Duque e a Duquesa de Urbino”, 1472, de Piero della Francesca

 

 

 

“Medusa”, 1597, de Caravaggio

 

 

 

“Sagrada Família (Tondo Doni)”, 1504-1506, Michelangelo

 

 

 

      “Casal de anciãos na Távola”, 1655, Frans van Mieris, O velho

 

 

Além de obras de mestres como Filippo Lippi e muito mais.

 

Localização: Piazzale degli Uffizi, 6, Florença

 

Fonte de Pesquisa:

 

. Museus de Florença

. Galleria Degli Uffizi

. Wikipédia

. Jornal da Relíquia

. Revista Viagem e Turismo

 

 

 

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