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Por Silvia Macedo
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Viajar Itália: Inspire-se no filme “Sob do Sol da Toscana”

18/06/2018

O roteiro é leve e o filme é belíssimo. A fotografia é linda, as mensagens são inteligentes, as citações e as cenas da cultura italiana aumentam e reforçam nossa bagagem cultural. É um hino à mesa farta e saborosa da Itália e ao delicioso gelato italiano. É uma homenagem explícita ao grande cineasta italiano Federico Fellini e a alguns dos seus mais aclamados filmes.

 

 

 Estrada da Toscana e seus lindos Ciprestes.

 

 

O eixo central do filme foi inspirado no livro “Sob o Sol da Toscana”, em que a escritora norta-americana Frances Miles nos conta como comprou, reformou e se encantou com a Toscana. No lançamento, o livro  foi  best seller. O filme é gostoso de assistir: cada ação, cada desilusão, cada erro e acerto da protagonista nos faz refletir. O filme nos incentiva a pensar sobre a importância de tomar decisões quando tudo parece que não vale a pena ou  quando pensamos que nada tem mais jeito.

 

Gosto muito desse filme, assisti há alguns anos e recentemente voltei a assistir para poder escrever esse artigo para o blog,  deixar minhas impressões e destacar algumas das cenas que mais gosto. Quem sabe inspira você à assistir pela primeira vez ou assistir novamente com o objetivo de prestar mais atenção nos detalhes.

 

 

 Filme: "Sob o Sol da Toscana"

 

 

Todas as cenas que mostram a bela natureza da Toscana, são dignas de destaque, as estradas curvilíneas, as colinas e planícies, os campos de girassóis, as papoulas, as ovelhas no meio da estrada, o mar mediterrâneo na viagem para Positano, enfim, são inúmeras as cenas que mostram a beleza natural da Toscana, impossível relacionar. Todas são belas, simplesmente todas.

 

 

Campos de Girassóis, Toscana 

 

 

Gosto da cena do limoncello, da colheita das azeitonas, da colheita das trufas ou tartufo, um tipo de cogumelo típico da Itália. Também gosto muito da cena que homenageia o filme “A Dolce Vita” do aclamado cineasta italiano Federico Fellini, neste filme a diretora reviveu a cena do clássico de Fellini acertadamente com fundo musical do Nino Rota. Há certa altura do filme, também é homenageado outro clássico do Fellini, “Noites de Cabíria”, sobre o lirismo da cena final. E no curso dos destaques, o filme também coloca em evidência o renomado escritor polonês Czelslaw Milosz.

 

Também gosto de todas as cenas em volta da mesa, pois mostram muito bem a característica do povo italiano, hábitos gastronômicos, a cultura do vinho, família grande, muito conversa e uma certa dramaticidade quando todos se reunem. São excelentes essas cenas. A cena da Frances na feira de Cortona é um colírico para quem gosta de sair para fazer compras culinárias: azeitonas verdes a granel, ramos de pimenta vermelha, ramos de alho, uvas, maçãs, tangerinas. Essa cena termina com a Frances escrevendo um texto num cartão postal de girassol. Achei poético: “Hoje é dia de mercado em Cortona. A 'piazza' está em festa e toda a gente é convidada. Esteriótipos convergem para este cantinho do mundo. Dá-nos vontade de rir, mas temos de admitir que os italianos sabem divertir-se melhor que nós. Meto um bago de uva na boca, e a sua doçura violeta invade-me. Até cheira a púrpura. Ficava aqui, mas o sino do ‘campanile’, chama-me à realidade ‘ding-dang-dong’, diz o sino, em vez de ‘ding-dong’”.

 

 

Torre do Relógio, na Piazza della Repubblica, Cortona, Toscana

 

 

Aliás, importante destacar o lugar específico da Itália em que Frances comprou e reformou a casa. É numa vila rural chamada Bramasole que significa  ansiar por sol (Brasmare: ansiar por/ Sole: sol). A vila consiste na casa e no terreno adquirido.  A Bramasole pertence a zona rural da cidade de Cortona, e Cortona por sua vez, é uma cidade da província de Arezzo, na Toscana.

 

 

As cenas da reforma da casa em Bramasole são inspiradoras para os que amam arquitetura e decoração (eu sou uma, rs). As paisagens, o canto dos pássaros, enfim, essa parte do filme desperta ou incentiva nossos devaneios de querer ter uma casa de campo na Toscana ou em algum outro lugar bucólico do mundo. Também gosto do design interior das casas da Toscana, observe no filme.

 

 

 

 Frances chegando na casa na Vila Brasmasoli, Cortona, Toscana.  (Cena do Filme)

 

 

Há uma outra cena muito bonita, Frances estava bastante deprimida e num diálogo com o senhor Martini, desabafou:  "Esta casa tem três quartos ... Para quê, se nunca ninguém dorme neles? E a cozinha ....? E se nunca houver ninguém para quem cozinhar? Acordo de noite, e penso: 'Idiota! És a mulher mais estúpida do universo'. 'Compraste uma casa a pensar numa vida que não tem'."

 

 

Nesse momento, o senhor Martini lhe passa uma mensagem de fé muito rica, que nos coloca pra cima e nos mostra a importância de olharmos sempre em frente e acreditarmos nos nossos sonhos, ele diz:(…) Entre a Áustria e a Itália, há uma zona de Alpes chamada ‘Semmering’. É uma montanha muito íngrime e alta. Construíram aí uma via férrea para ligar Viena a Veneza. Construíram essa via férrea mesmo antes de existir o comboio de ligação. Construíram-na porque sabiam que, um dia, chegaria o comboio.”

 

 

O filme também nos presenteia com fotografias de Roma (Monumento Nacional a Vittorio Emanuelle), Costa Amafitana, Positano, Florença (Catedral de Santa Maria del Fiore). Na cena do casamento de Chiara e Pawel, o interior da igreja é lindo, mas infelizmente não consegui identificar qual é a igreja, se você souber, conta aqui nos comentários.

 

 

 Frances e Marcello, em Positano. (Cena do Filme) 

 

 

Enfim, “Sob o Sol da Toscana” é um filme que merece ser visto mais de uma vez, por tudo que escrevi nesse artigo, acredito que vale a pena assistir, depois assistir novamente, e quantas vezes mais você tiver disposição e interesse em observar cada detalhe, pois são muitos. E, quantas vezes mais você tiver vontade de  se deleitar com a fotografia do filme.

 

 

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