• Silvia Macedo

Leitaria da Quinta do Paço ... pedido para viagem

Atualizado: Jan 22

Os doces feitos pela Leitaria da Quinta do Paço são feitos com primor e como consequência, são deliciosos. É uma pastelaria que existe em Portugal há mais de 100 anos. Nasceu, na Baixa do Porto, em 1920. O doce da casa é o Éclair. É um doce de origem francesa que no Brasil denominamos "Bomba" porque à primeira mordida o doce "estoura" na boca, devido ao seu recheio cremoso.


Na Espanha, ele é denominado Pepito. Mas na maioria dos países ocidentais o doce é conhecido por seu nome original Éclair, que traduzido para o português significa relâmpago.


Era tarde de outono, em Braga, quando meu marido resolveu levar essas delícias para casa. Veja na foto abaixo. É realmente impossível resistir. Acompanhados com café faz um belo casamento.

Éclair, da Leitaria do Paço

O éclair é feito com farinha de trigo. A variação dos sabores, depende do recheio. Os recheios são de textura cremosa e os tradicionais são de nata (chantilly) ou chocolate. E para finalizar uma cobertura de calda de chocolate endurecida. Em Portugal é muito comum também rechearem com creme pasteleiro, característico recheio de cor amarela e com uma consistência espessa. Outros recheios de variados doces como maracujá, limão, frutos silvestres. Também há com recheio de doce de leite.


Os que meu marido levou para casa (e eu adoro) foram os Éclairs Braga. O éclair Braga é recheado com natas (chantilly) e a calda de chocolate endurecido é feita de chocolate branco.


Um pouco de História ... "Em 1920 a Leitaria da Quinta do Paço inicia a produção de leite, manteiga, queijo e chantilly. À época afirmou-se como a primeira empresa do setor a distribuir leite pasteurizado em garrafas de vidro, numa altura em que a distribuição era feita em bilhas que as vendedoras do Porto transportavam à cabeça. Ano após ano foi ganhando fama e impondo a qualidade dos seus produtos que se mantém até hoje. A manteiga com sal vendida ao peso, na embalagem de papel vegetal, continua a ser um clássico, bem como os queijos e o chantilly. Aliás, o chantilly depressa ganhou uma fama sem precedentes. Vendido ao balcão, em saquinhos de papel encerado, protagonizou nos anos cinquenta aquilo que viria a ser o ex-líbris da marca: o Éclair com cobertura de chocolate. A qualidade constante, a produção diária sempre fresca e limitada ao stock existente confirmam uma história de sucesso." Grifei. (https://leitariadaquintadopaco.com)


O chantilly da Leitaria da Quinta do Paço realmente é excelente, aliás como disse no início deste post, tudo é feito com muito primor e de qualidade ímpar. O chantilly é original.


Além da cidade do Porto, na Praça Guilherme Gomes Fernandes (a loja mãe da Leitaria da Quinta do Paço, desde 1920), também tem lojas em Lisboa (eu já tinha o hábito de comer éclair por lá), também em Braga, e em algumas outras cidades de Portugal.


Um pouco mais de história ...


Gosto sempre de saber das histórias que estão por trás de determinadas iguarias que encantam nossos paladares e quando busco informações percebo que na maioria das vezes há um pouco de história e um pouco de lenda. Geralmente não encontro uma história genuinamente verídica, mas mesmo assim, gosto de saber da origem das coisas, da história, de como tudo começou, ainda que no campo da gastronomia as histórias fiquem inseridas nessa dança de verdade e lenda.


O que descobri do Éclair? .Nasceu no século XVI, como uma variação de outro doce francês "profiterólis". O inventor foi o confeiteiro Marie-Antoine Carême, o mesmo inventor da massa folhada. Mas o éclair foi denominado assim, apenas vinte anos após a sua morte. Esse nome surgiu em razão do slogan: "Et un bon éclair se dévore toujours en un éclair!" (E uma boa bomba se devora sempre num relâmpago!).


O confeiteiro parisiense Marie-Atoine Carême (1784-1833) foi abandonado pelos pais indigentes e desde criança teve de trabalhar para seu sustento. Começou em cozinhas e o trabalho realizado inicialmente para sobrevivência transformou-se em sua paixão. Foi reconhecido no século XIX como um dos primeiros confeiteiros a praticar a alta arte culinária ou alta gastronomia francesa.


Começou na sua própria confeitaria mas dada a elegância dos seus doces, mudou-se para Londres, para cozinhar para o Príncipe Regente, George IV. De modo que é comumente lembrado por "chef dos reis" ou "rei dos chefs". O chefe da cozinha da realeza.


No entanto, há quem defenda que muito embora o nome de Caremê sempre surja associado a origem do Éclair, o elegante doce francês foi inventado em 1540, por Popelini, cozinheiro de Catarina de Médici, mas que só no século XIX, a sua receita foi desenvolvida por Carême, já em Londres, na corte do Príncipe Regente, George IV.


De qualquer forma, o nome do confeiteiro parisiense Marie-Atoine Carême está diretamente ligado ao Éclair, quer como inventor, quer como o realizador da sua receita.


Enfim, espero que você tenha gostado do post, e que de alguma forma tenha lhe sido útil.


Bjinhos.


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